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Mapa de risco: O que é? 5 passos para elaborar!

Mapa de risco: o que é e 5 passos para elaborar na sua empresa

O mapa de risco é uma ferramenta visual que identifica e comunica os riscos presentes em qualquer ambiente de trabalho — fábricas, escritórios, hospitais e indústrias. Mesmo após a retirada da obrigatoriedade pela NR-5 em 2022, ele continua sendo uma das ferramentas mais eficazes de conscientização e prevenção em SST.

Não obrigatório, mas altamente recomendado

O mapa de risco perdeu a obrigatoriedade legal com a revisão da NR-5 em 2022, mas permanece como boa prática reconhecida. Sua elaboração complementa o PGR e reforça a cultura de segurança com comunicação visual acessível a todos.

O que é o mapa de risco

O mapa de risco é uma representação gráfica do local de trabalho que destaca, com círculos coloridos, as áreas onde há riscos para a saúde e segurança dos trabalhadores. Cada cor corresponde a um tipo de risco, e o tamanho do círculo reflete a intensidade e a abrangência do perigo — quanto maior o círculo, maior a exposição.

Sua grande vantagem é a linguagem visual: qualquer trabalhador, independentemente do nível de escolaridade, entende rapidamente onde estão os pontos críticos. Isso facilita tanto a conscientização coletiva quanto a tomada de decisões preventivas por gestores e equipes de SST.

A ferramenta surgiu na Itália na década de 1960, desenvolvida por engenheiros que buscavam melhorar a segurança. No Brasil, sua adoção cresceu nas décadas de 1970 e 1980, em resposta à crescente industrialização e aos altos índices de acidentes. Mesmo com a desobrigação, seu uso continua sendo uma prática eficaz em indústrias e serviços.

5 tipos de risco são representados no mapa de risco — físicos, químicos, biológicos, ergonômicos e de acidentes — cada um com uma cor específica para identificação visual imediata.

As cores do mapa de risco e seus significados

O sistema de cores é o elemento central da ferramenta. Cada cor indica uma categoria de risco — e o tamanho do círculo colorido indica a intensidade da exposição naquele ponto do ambiente. Conhecer esse código é essencial para interpretar corretamente o mapa.

Verde

Riscos físicos: ruído, vibração, calor, frio, radiação, pressão

Vermelho

Riscos químicos: poeiras, gases, vapores, solventes, substâncias tóxicas

Marrom

Riscos biológicos: vírus, bactérias, fungos, parasitas, materiais contaminados

Amarelo

Riscos ergonômicos: postura, esforço repetitivo, jornada prolongada, monotonia

Azul

Riscos de acidentes: arranjo físico, maquinário, incêndio, eletricidade

5 passos para elaborar o mapa de risco

Criar uma ferramenta eficaz exige processo estruturado — com participação dos trabalhadores e conhecimento dos processos de cada setor.

1
Estudo e classificação dos tipos de risco

Identifique e classifique os riscos presentes em cada área — físicos, químicos, biológicos, ergonômicos e de acidentes. Esse passo é imprescindível para garantir que o mapa de risco seja completo e represente todos os perigos existentes no ambiente.

2
Divisão do ambiente em setores

Divida o local de trabalho em áreas menores para facilitar a identificação dos riscos em cada seção específica. Isso também facilita a comunicação dos resultados aos trabalhadores — cada grupo recebe informações relevantes ao seu setor.

3
Levantamento de informações com os trabalhadores

Realize observações detalhadas no local e converse com os funcionários. São eles que conhecem melhor as condições reais — e frequentemente apontam riscos invisíveis para a gestão. Fotos e anotações detalhadas enriquecem essa etapa.

4
Análise do processo de trabalho

Entenda como os trabalhadores interagem com o ambiente, as máquinas e os processos. Riscos que não são evidentes à primeira vista — como posturas incorretas repetidas ou exposição intermitente a agentes químicos — se revelam nessa análise aprofundada do mapa de risco.

5
Diagnóstico, especificação e representação gráfica

Registre todos os riscos identificados com sua gravidade e área de abrangência. Em seguida, represente-os graficamente no planta do local de trabalho — usando os círculos coloridos do padrão do mapa de risco. O resultado deve ser afixado em local visível para toda a equipe.

Mapa de risco por setor: exemplos práticos

A ferramenta se adapta a qualquer ambiente de trabalho. A seguir, alguns exemplos de como a ferramenta é aplicada em diferentes setores — com os tipos de riscos mais comuns em cada um.

Setor Riscos típicos no mapa de risco Ação preventiva indicada
Hospitalar / saúdeRisco biológico em salas de exames e descarte de resíduosEPIs específicos, descarte correto, vacinação
EscritórioRiscos ergonômicos em áreas de trabalho prolongadoAjuste de mobiliário, pausas, ginástica laboral
Indústria / fábricaQuímicos, maquinário e riscos de acidente em linha de produçãoEPIs, treinamento, barreiras de proteção
Construção civilRiscos físicos e de acidente — quedas, soterramento, elétricoCinto de segurança, sinalização, NR-12 e NR-35
Logística / armazémErgonômico e acidentes com movimentação de cargaTreinamento de empilhador, colete refletivo, EPI

Vantagens de usar o mapa de risco na sua empresa

👁️
Compreensão rápida e visual

A representação gráfica facilita a compreensão dos riscos por qualquer trabalhador — sem necessidade de leitura de laudos técnicos ou documentos complexos.

🦺
Prevenção ativa

O mapa de risco funciona como lembrete visual constante — reforçando comportamentos seguros e orientando a adoção de medidas preventivas no dia a dia.

🤝
Participação dos trabalhadores

Ao envolver os funcionários na identificação dos riscos, o mapa promove engajamento e senso de responsabilidade coletiva com a segurança do ambiente.

📋
Planejamento e alocação de recursos

Com os riscos mapeados e priorizados visualmente, fica mais fácil direcionar investimentos em EPIs, treinamentos e melhorias de infraestrutura.

🏆
Fortalecimento da cultura de segurança

Um mapa afixado e atualizado é sinal claro de que a empresa leva a segurança a sério — fortalecendo o compromisso coletivo.

💰
Baixo custo de implementação

Comparado com outras ferramentas de SST, tem custo reduzido — acessível mesmo para micro e pequenas empresas.


Conclusão: o mapa de risco como ferramenta de prevenção acessível

Entenda como a correta identificação de riscos ocupacionais é o ponto de partida para um mapa de risco eficiente.

Integrado ao elaboração do PGR e mapeamento de riscos e ao DDS, o mapa de risco completa o sistema de comunicação de segurança da empresa — traduzindo dados técnicos em informação visual que alcança todos os níveis da organização. Saiba também como o GRO e o mapa de risco se complementam para fortalecer toda a estrutura de segurança. É prevenção que todo mundo consegue ver e entender.

Se sua empresa ainda não elaborou esse documento ou quer revisar o existente, fale com um especialista da empresa de segurança do trabalho. O processo é simples e os benefícios em conscientização e prevenção aparecem rapidamente.

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